por um mundo de paz

pensando bem, fabricantes de armas desejam o tempo todo um mundo inseguro. Fabricantes de remédios nos desejam doentes.

terça-feira, 4 de junho de 2013

sábado, 1 de junho de 2013

Império Romano - aula



Professores X alunos?

A escola pública, como instituição social que é reproduz todo o esquema montado pelo capitalismo para se perpetuar em qualquer lugar do mundo. Uma máquina que é movida às custas do suor da classe trabalhadora. O Estado se coloca - em qualquer país capitalista - a serviço de uma classe dominante, a elite formada pelos latifundiários, pelos banqueiros, pelos grandes empresários dos vários setores.
Nós, professores e professoras das escolas públicas temos que refletir sobre nossas ações: vamos continuar sendo massa de manobra para essa elite, formando indivíduos obedientes ao grande capital, submissos aos interesses da elite, ovelhinhas silenciosas que caminham rumo ao matadouro? Ou faremos de nosso ofício uma luta incansável contra todo esse estado de coisas?
Temos, professores e professoras das escolas públicas, o poder de esclarecer os alunos a respeito dessa situação. Podemos nos colocar ao lado deles, já que somos participantes da mesma classe social, somos todos vítimas desse mesmo processo.
A escola pública, no capitalismo, foi pensada como um instrumento de submissão das crianças e dos jovens filhos dos trabalhadores. Não estamos num patamar acima de nossos alunos. É com eles que vamos construir esta luta, não contra eles, como muitas vezes vemos acontecer. Nós nos deixamos cair nesta armadilha e pensamos que o nosso dever é justamente este, o de ensinar nossas crianças e jovens a serem submissos e obedientes.
Não nos coloquemos a serviço desse governo e de todos os governos que oprimem a classe trabalhadora (professores, alunos, pais, funcionários administrativos).
Nossa luta por melhorias educacionais e por mudanças para nossa categoria é, muitas vezes enfraquecida por esta luta de gladiadores que coloca Professores e alunos em lados opostos. Enquanto batalhamos uns contra os outros, o Sr. Perilo, O Sr. Peixoto, os senhores prefeitos, a Senhora Roussef etc, fazem o seu trabalho tranquilamente, que é o de proporcionar ambiente adequado aos interesses do grande capital.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Rodrigo Mac Niven em entrevista a Roberto D'Ávila

Neste vídeo conferimos a primeira parte da entrevista que o diretor de cinema Rodrigo Mac Niven deu ao jornalista Roberto D'Ávila, a respeito do filme que dirigiu, CORTINA DE FUMAÇA, no qual trata de maneira ampla e profunda o tema "drogas".

sábado, 11 de maio de 2013

Ensino para libertar


Quero um ensino,uma educação que liberte. Que transforme. Que proporcione autonomia, crescimento. Imagino uma educação formal em sintonia com um processo de libertação individual e coletiva. Sonho com uma instituição de ensino público que esteja a serviço das conquistas da classe trabalhadora e não com a sua permanência numa situação de submissão e opressão.
Desejo disciplina de guerrilheiros. Aquela que transforma mesquinhos e medíocres em gigantes. A disciplina que engrandece, não a que sufoca e castra.
Educação, ensino público pra mim deve ter um sentido rebelde, libertário, engrandecedor, revolucionário.
Encaro o ensino como um sistema complexo mas que possibilita o aluno desenvolver suas potencialidades inatas de criatividade, de inventividade, de sonho com um mundo justo, completo, pacífico, solidário, saudável. Um mundo onde a mais avançada das mais avançadas das tecnologias esteja a serviço do bem comum. Por isso não consigo conceber a submissão do aluno a mim como representante do sistema capitalista, do estado de direito opressor, da tradição castradora.
Ensino público é para possibilitar ao filho e ao pai da classe trabalhadora, à filha e à mãe desta mesma classe o acesso às conquistas culturais e científicas da humanidade e também para possibilitar todos o acesso a algumas ferramentas que lhes dê, como deu a mim, a possibilidade de que eles e elas continuem a construir aquilo que o ser humano faz de melhor: a cultura. As capacidades próprias da humanidade de criar novidades para suprir nossas necessidades básicas e superiores podem ser potencializadas através de um ensino público adequadamente voltado para isso.
É o que eu quero, sonho, desejo ardentemente e pelo qual luto desesperadamente.